25 de ago. de 2010

O Bolo de Rolo - The Return


Depois da grande trilogia:

Bolo de Rolo I- Um Belo Rocambole Paulistano
Bolo de Rolo II - O Desastre do Tareco
Bolo de Rolo III - A Culpa foi do Galego

Vem ai, " Bolo de Rolo - The Return ".

Confesso que apesar das dificuldades que passei no ano de 2009, não desanimei um só minuto e venho me aprofundando "teoricamente" sobre a bela arte do Bolo de Rolo. Os ensaios foram diários e agora me  sinto pronto para por em prática toda a teoria adquirida.

Alguns cuidados serão necessários para evitar um novo fracasso, tais como:

1.Deixar de lado a visão Paulistana sobre o Bolo de Rolo: "Apenas um belo Rocambole";

2. Pensar menos na infância que passei na cidade Palmares, zona da mata do estado de Pernambuco, onde o Tareco fazia parte quase que diariamente dos lanches da tarde;

3. Manter uma distância segura do Bairro do Brooklin, principalmente da residência do amigo Adauto (vulgo: O Galego).

Pronto.

Começa aqui mais um capítulo de minha história e nos próximos dias postarei o resultado.

Jason is Live!!!!!!!!!!!

23 de ago. de 2010

Pannacotta - Uma sobremesa leve

Este final de semana, fizemos em casa um prato português chamado Chanfana. Ele é feito com carne de carneiro demora quase 3 dias para ficar pronto e é uma delícia.

Com este prato super pesado, o meu desafio foi fazer uma sobremesa que fosse leve e saborosa. Então escolhi a Pannacotta, e como vi algumas adaptações interessantes, e resolvi dar meu toque mágico a ela.

A receita é super simples e rápida de fazer. Eu preferi usar coisas um pouco menos calorias e deu certo.

Ingredientes
2 xícaras de leite (de preferência desnatado)
1 pote de iogurte desnatado (90g)
1 col. (sopa) de mel
2 col. (sopa) de açúcar cristal
1 lata de creme de leite
1 saquinho de gelatina sem sabor (12g)
6 col. (sopa) água
4 saquinhos de chá de capim-cidreira
Raspas de ½ limão

Como Fazer
Pegue o leite e aqueça em uma panela média com o mel e o açúcar. Depois corte as pontinhas (extremidades) de papel dos saquinhos de chá e coloque 3 dentro do leite e deixe ferver. Fique de olho para não derramar no fogão.

Em outro recipiente coloque a água aquecida e o outro saquinho de chá até ele dissolver bem e ficar um chá forte. Depois, corte o saquinho e despeje um pouquinho das ervinhas dentro desta água, tire o saquinho e despeje a gelatina e mexa até dissolver bem. Se esfriar, e ficar um pouquinho dura é só colocar uns segundinhos de volta no microondas que ela volta a amolecer. É importante que a gelatina esteja bem dissolvida.

Desligue o fogo e coloque as raspas de limão, a gelatina derretida, o iogurte e o creme de leite. Mexa muito bem até ter certeza que tudo está bem incorporado. Eu uso um

Despeje em potinhos pequenos e coloque na geladeira de um dia para o outro.

Para servir, desenforme usando uma faca para desgrudar as laterais e com cuidado para não machucar o doce, cubra com geléia. Uma dica para a geléia, é dissolver em um pouquinho de água para ela parecer uma calda, não precisa de grandes esforços, é só pegar um pouco da geléia e colocar em um recipiente com um pouco de água e levar ao microondas de 20 a 30 segundos. Depois misture bem e coloque em cima da Pannacotta.

Minhas sugestões de geléia são: Pimenta, menta e frutas vermelhas.


Clique aqui e veja a receita da Chanfana.

Divirta-se e aproveite!


By Cris Carezatto

22 de ago. de 2010

Chanfana



Recentemente um amigo esteve viajando por Portugal e provou este prato. Segundo ele, um dos mais gostosos da viagem. Resolvi pesquisar, pois nunca tinha ouvido falar e obviamente testar para saber se é boa mesmo. E para não correr riscos, chamei o próprio para degustar com a gente e dizer se ao menos se parece com o que ele provou durante a viagem. Afinal, amigos são pra isso mesmo... Então vamos ao que interessa.

Esta receita é típica dos nossos patrícios bigodudos, mas precisamente da região da Beira Litoral. Originariamente é feita com carne de cabra/bode. Eu fiz com carne de cordeiro/carneiro, ora pois.

Tu vais precisaire de:
~ Aproximadamente 1,5kg de carne de cabra/bode/carneiro/cordeiro, cortada em pedaços de tamanho médio.
~ 130ml de azeite (português, vai)
~ Punhado de sal grosso
~ Colorau
~ 2 ou 3 cabeças de alho inteiras e sem neurônios
~ Folhas de louro
~ 1 Ramo de alecrim
~ Pimenta do reino para moer na hora
~ Uma garrafa de vinho tinto (português?)
~ Uma panela de barro

Como fazêire:
Esta receita só não é mais fácil do que preparar um pão com ovo.
Coloque os pedaços de carne de maneira organizada junto com as cabeças de alho inteiras, com casca e tudo. Rasgue umas folhas de louro, coloque por cima, jogue o sal grosso distribuído, sem excesso, por toda a panela assim como o colorau. Moa um pouco de pimenta do reino. Despeje o azeite lentamente por toda a panela, regando bem os pedaços de carne e as cabeças de alho. Para finalizar despeje uma garrafa de vinho inteira por sobre as carnes. Tampe e deixe marinando de um dia para outro. Em seguida, leve ao forno (isso mesmo. Ao forno!) na temperatura mais baixo que der (entre 140 e 160 graus). Deixe lá dentro e esqueça.
A previsão é que leve mais de 3 horas cozinhando lentamente. Para compartilhar com vocês a minha expectativa, resolvi escrever a receita neste “pequeno” intervalo.
Portanto, não sei bem como vai ficar. Mas prometo ir atualizando. Abaixo, a primeira foto é da organizaçao dos ingredientes. A segunda, tirei após 1 hora de forno, para ver como estava todo mundo.
Em breve atualizo com mais fotos.



Up Date:
Bom... ja adianto que não são três horas de cozimento...
Neste momento a Chanfana à Dorival Caymmi completa 5 horas de forno. A foto pode ser vista abaixo. Apesar da demora, o cozimento lento está deixando a carne bem macia e suculenta. Como irei servir somente amanhã a noite, irei manter mais uma hora no forno, somente então desligo o fogo e deixo a carne "descansando" até amanhã. Antes de servir, irei aquecer a penela, já no fogão, mas em fogo baixo.
Amanhã eu posto o "gran finale".



up date 2:
Depois de passar toda a segunda feira apurando, tirei a panela do forno e coloquei no fogão para finalmente servir a tão esperada chanfana. A carne estava super macia e soltando completamente. Enquanto esquentava em fogo baixo, preparei um arroz com macadamias e cozinhei algumas batatas bolinha.
Abri um bom vinho português e servi.
O prato realmente é uma delicia, de sabor bastante apurado e marcante. Abaixo a foto do resultado final e a cara dos provadores de plantão... apesar da demora vale muito a pena experimentar.
E como dizem os portugas quando se despedem: tchau!
Por "chef Di Menezes"

Resultado Final


Provadores de Plantão



Last Up Date

Hoje, dia 21/08 eu resolvi fazer novamente a Chanfana e inclusive atualizar a receita.
A primeira coisa que fiz, nesta segunda versão foi não usar cebola. Como o objetivo do cozimento lento é deixar um molho bastante grosso e quando usamos a cebola, junta muita "água". Então, estou testando sem cebola.

abaixo a foto dos ingredientes em plena marinada.


Depois de marinar, deixei-a no forno por 6 horas e meia, num cozimento lento. As carnes ficaram supermacias e o molho bastante encorpado. Aconselho que nas últimas três horas, você ponha as batatas pequenas, para que peguem o gosto do caldo. Se precisar acrescente mais vinho. Essa chanfana levou praticamente uma garrafa e meia de vinho tinto, para algo em torno de 2,5kg de carne.
Quando completar as 6h de forno, desligue e deixe a panela dentro do forno mesmo, para que vá esfriando lentamente, até o dia seguinte. Meia hora antes de servir, aqueça tudo, neste caso, direto no fogão mesmo. Desta vez fizemos também um arroz, só que com amêndoas, no lugar das macadâmias. Ficou delicia total.

O Gran Finale:
Está o final de tudo.



Espero que apreciem.

encerro novamente, como os portugas costumam se despedir dos amigos:
"au revoir" ou "до свидания"

by Adauto Menezes

Salmão e Salada ao Molho de Maracujá


Domingo, dia 22 de Agosto de 2010, temperatura: 26°C, pressão: 1024hPa, direção do vento: ENE, Intensidade do vento: 5nós, condição: alguma nebulosidade, umidade: 28%, ou seja, dia perfeito para cozinhar na cidade de Sampa. Como a paciência e a fome não entram em um acordo, vou partir para uma receita básica onde a entrada são cogumelos na cachaça (que já postei aqui) e como prato principal teremos um Salmão grelhado acompanhado de uma salada ao molho de maracujá.

Ingredientes:

1 filet de Salmão com pele (200g)
alface americana
100g queijo de bufala
1 colh. sopa de suco concentrado de maracujá
vinagre balsâmico
3 gotas de adoçante
2 colheres sopa de azeite
pimenta e sal.

O Clima:

Bairro da Saúde em Sampa

A Entrada:



A Peleja:

Faça cortes rasos de 1 em 1 centimetro na superfície do salmão (lado com a pele). Tempere com sal e pimenta. Em uma frigideira aqueça um fio de azeite e ponha o salmão para grelhar com a pele para baixo. Vire quando estiver crocante.

Lave a alface e o queijo branco e arrume no prato. Em um prato fundo ponha 1 colher de sopa de vinagre balsâmico, uma pitada de sal, 1 colher de sopa do suco de maracujá, 3 gotas de adoçante. Vá misturando com um garfo e ao mesmo tempo acrescentando o azeite (2 colheres) Tempere a salada e retire o salmão.

O que deu certo:

Quase tudo.

O que deu errado:

Acostumado a fazer Sushi, sempre acho que o Salmão é bom cru e sem tempero. Deveria ter temperado com mais um pouco de sal e pimenta. 

Acompanha:

Bach - Cello Suite No. 1 in G major - Prelude

Pronto!!!!

3 de ago. de 2010

Pipoca doce da infância



Uma das minhas principais recordações da infância tem sabor de pipoca doce de chocolate caramelizada em casa. Isso porque eu vivi quase toda a vida perto de uma fábrica de pipocas em Olinda. Era comum algum adulto comprar um sacão com 20 sacos de pipocas, doces (açucaradas) ou salgadas na manteiga.

Lá em casa era assim, sempre que a minha mãe comprava as pipocas, costumava levar apenas as pipocas salgadas, pois ela se encarregava de transformar parte das pipocas em achocolatadas. E eu costumava me acabar a tarde inteirinha no pote de pipocas.

Outro dia, olhei para um saco de pipocas salgadas de microondas no armário de casa e não deu outra, bateu a nostalgia. Resolvi botar em prática.

De olho gordo que eu sou, na receita da minha mãe, resolvi acrescentar alguns pedaços de um ovo de páscoa Alpino que ainda sobrevive lá em casa. Ficou ótimo.

O que eu uso?

01 saco de pipoca de microondas (de preferência sem sal e manteiga).
02 colheres de Nescau (chocolate em pó)
03 colheres de açúcar
Pedaços de chocolate ao leite (opcional)

Como eu faço?

Prepare a pipoca de microondas conforme a orientação no pacote.
Em uma panela, junte os outros ingredientes (açúcar, chocolate em pó e chocolate ao leite) e derreta tudo, mexendo em fogo baixo. É importante estar atento e ter muito cuidado para não queimar. Quando a calda estiver escura e uniforme, pode jogar a metade da pipoca de microondas na panela e vá mexendo para caramelizar tudo. A outra metade ficou salgada pro filminho.

Pronto.


Obs: na infância, não tinha isso de pipoca de microondas, ou fazia com pipoca feita na panela com milho ou com pipoca industrializada (aquelas com gosto de isopor), justamente as que a gente comprava na fábrica de pipocas.