23 de ago de 2009

A Tapioca Pernambucana

A Ladainha

Bem, depois de mais um ano longe da terrinha e lembrando dos domingos no Alto da Sé em Olinda, me veio uma vontade danada de comer uma tapioca. Aproveitando uma ida a feira aqui em Sampa, comprei a tal da mandioca e fui a luta na busca da legitima tapioca Pernambucana.

Pra quem não sabe a tapioca era o alimento básico dos índios brasileiros e ainda faz parte do cardápio dos brasileiros. Mais tarde, os colonizadores portugueses descobriram que a tapioca servia como bom substituto para o pão.
Não faz muito tempo, porém, que a tapioca atraiu a atenção de alguns criativos chefs da culinária brasileira. Estes usaram suas habilidades e criaram versões inovadoras da tapioca.

Os recheios dão um toque especial à tapioca e variam de acordo com o gosto e a região onde a tapioca é consumida. Pode ser apenas com manteiga ou com coco fresco ralado, ou pode ser mais sofisticado, como leite condensado, queijo, banana, chocolate, carne-de-sol, morango com chocolate, charque, bacon e goiabada com queijo, dentre outros.

Agora vamos parar de ladainha e colocar a mão na massa.


Ingredientes:

1/2kg de farinha para tapioca (bijou ou polvilho)

Água o suficiente para cobrir
Sal a gosto
Queijo coalho


A Peleja:

Primeiro Passo:

Coloque a farinha em uma tigela grande e coloque água até cobrir e ficar pelo menos dois dedos acima da massa. Deixe de um dia para o outro em repouso para dissolver bem. Depois seque com a ajuda de um pano limpo sem deixar excesso de água. Esfarele essa massa com as mãos e passe pela peneira e acrescente um pouco de sal.


Segundo Passo:

Em uma frigideira anti-aderente, espalhe a farinha e modele a tapioca como uma panqueca no fundo da frigideira. O segredo é deixar a frigideira ficar bem quente antes de colocar a massa.O ponto é bastante rápido, assim que desgrudar o fundo da frigideira, vire-a por alguns segundos e estará pronta. Basicamente a massa tem que secar na frigideira, não fritar.Não deixe escurecer nem endurecer. Recheie com coco e queijo coalho (essa é a tradicional).


Dica: para uma tapioca bem leve, peneire bem a massa e na hora de colocar na frigideira ponha a quantidade suficiente para cobrir o fundo, sem ficar espessa.

Acompanhamento:

Um café bem forte.


Bom apetite!!!!

22 de ago de 2009

O Cozido Nordestino


O cozido é um prato de origem portuguesa que se tornou marca registrada da culinária regional. Um prato especial para o almoço de domingo, pois pela quantidade de ingredientes só é possível fazê-lo para muitas pessoas. Reúna sua família e experimente-o no próximo domingo.

Ingredientes:

600g de osso buco com a carne (escolha pedaços em que o osso tenha bastante tutano)
500g de coxão duro cortado em cubos grandes
500g de carne de charque escaldada cortada em cubos
1 paio cortado em rodelas grossas
2 linguiças defumadas cortadas em pedaços grandes
100g de bacon defumado cortado em cubinhos
2 cenouras grandes cortadas em quatro
3 batatas médias cortadas ao meio
1 chuchu grande cortado em oito
1/2 repolho cortado em dois com o centro para que as folhas não se destaquem
2 batatas doce grandes cortadas em quatro
20 vagens inteiras
8 maxixes inteiros
12 quiabos inteiros
500g de jerimum (abóbora) cortado em cubos grandes
5 cebolas pequenas inteiras
12 folhas de couve amarradas
2 bananas compridas cortadas em tres, com as cascas
2 tomates, 1 cebola, 3 dentes de alho, 1/2 pimentão, coentro, sal e pimenta batidos no liquidificador
2 colheres de sopa de óleo
Azeite de oliva


Todos estes ingredientes compõem um prato muito forte, ideal para o tempo frio do Inverno.

A Peleja:


Em um caldeirão grande, frite ligeiramente as carnes e o bacon no óleo. Retire as carnes, junte os temperos batidos e refogue até começarem a dourar. Junte aproximadamente 4 litros de água, as carnes, o charque, o paio e a linguiça e deixe ferver até que as carnes estejam cozidas mas bem firmes. Junte então todos os legumes e deixe ferver até que estejam cozidos mas ainda firmes. Com ajuda de uma espumadeira, retire as carnes e os legumes do caldo e arrume-os separados em duas travessas. Reserve em local aquecido.Faça um pirão com o caldo que ficou na panela juntando farinha de mandioca aos poucos, sem parar de mexer até engrossar. Vá juntando farinha até obter consistência de um mingau grosso. Regue o pirão com azeite e sirva imediatamente acompanhado de arroz branco.

Bons sonhos, pois só dormindo depois.


15 de ago de 2009

Os Nordestinos


Momento de lazer...cozinhando é clrao!!!


Fazendo um Temaki

Dando continuidade a nossa sessão Japonesa, segue mais um vídeo do chefe Ignácio Ito do restaurante Nakombi.

Neste vídeo você descobre os segredos de um bom Temaki.





Restaurante Nakombi
R. Pequetita, 170Vila Olímpia - São Paulo / SP
TEL.: (11) 3845-9911 Site Oficial: http://www.nakombi.com.br

2 de ago de 2009

Are you nuts?



Descobri de onde vem o termo inglês "are you nuts?”, que significa: “você está doido?”.
Estive no supermercado esses dias e me deparei com uma bandeja de macadamias com casca e tudo. Eu adoro essas nozes. Mas sempre as vejo assadas e salgadas. Costumo usá-las para fazer arroz, para por em cima de um sorvete ou comer como tira-gosto. Mas nunca tinha visto elas na “embalagem” original, com casca e tudo. Fiquei encantado e curioso. A cor é um marrom forte, com tons em dourado e bem lisas e arredondadas. Muito bonita. Não resisti e levei a única bandeja que restava na prateleira do supermercado.
Cheguei em casa e fui logo tentar abrir uma. Peguei uma faca e usei o lado oposto ao fio para tentar quebrar a casca. Sem sucesso. Peguei então algo mais duro, como a tesoura da cozinha. Bati, bati e nada. Ela nem dava sinais de que iria ceder facilmente. Resolvi abrir a caixa de ferramentas atrás do meu martelo mas não achei. Só tinha um alicate. Ai pensei: bom... agora ela vai quebrar... Ledo engano. Já começava a pensar na idéia de usar um maçarico!
Agora me digam o que faz um supermercado vender algo simplesmente impossível de comer? Sem falar na natureza, que cria uma nozes inalcançável. A minha mulher então, resolveu adotar a mesma técnica que usa para quebrar as nozes pecan. Pôr atrás da porta tentar fechá-la. Já aviso: não tente na sua casa. Ou ficará com a sua porta empenada. Agora preciso chamar um marceneiro para arrumar a porta e outra forma de abrir as macadamias. Como último recurso disponível, peguei então uma madeira enorme que achei no quartinho da bagunça e golpeei a casca com toda a raiva acumulada. Resultado: quebrei a casca e amassei completamente a nozes, tornando-a impossível de comer. Descobri que não é preciso apenas força para quebrar a casca. Mas jeito, para não esmagar a noz.
Enfim, é uma tarefa árdua, trabalhosa, que suja tudo, que danifica sua casa e amassa seus dedos. Sem falar que, após a dura batalha de quebrar a bandeja inteira de macadamias, uma a uma, o resultado final é pífio. Um punhado de nozes que você comeria de uma vez só. Quando quiser comer macadamias, procure no supermercado por aquelas já torradas e salgadas. Seu trabalho será exclusivamente abrir o vidrinho e mastigá-las. Se um dia você se deparar com as nozes com casca e tudo, resista à tentação e não compre. Mas se você comprar, eu juro que vou dizer: are you nuts???

1 de ago de 2009

O legítimo Sarapatel


O conhecido sarapatel é um alimento típico da culinária do Nordeste brasileiro. É feito com tripas e outras vísceras de porco, além do sangue coalhado e cortado em pedaços.Uma das características da iguaria é seu teor de gordura, bastante acentuado por causa da presença de pedaços de toucinho e da tripa. Durante o cozimento acrescenta-se hortelã e uma ou duas grandes pimentas-de-cheiro, inteiras. Serve-se o prato acompanhado de farinha e/ou de arroz.

Em Portugal, no Alto Alentejo, o sarapatel é confeccionado principalmente com borrego ou cabrito. É também utilizada a designação sopa de sarapatel, em algumas receitas.


Miúdos e o sangue de porco cortados miudinhos e refogados em um molho bem temperado deram origem a este prato de sabor forte e cor escura. Ideal para acompanhar a bebiba, servido com gotas de limão e farinha de mandioca.

Ingredientes:


1kg de miúdos de porco para sarapatel (se encontra nos mercados públicos e feiras livres da cidade)
4 tomates, 1 cebola, 3 dentes de alho, 1/2 pimentão e coentro picadinhos
sal e pimenta a gosto
azeite


A Peleja:

Escalde os miúdos e corte-os em cubinhos de mais ou menos 1cm. Faça um molho com os temperos e quando começar a engrossar acrescente os miúdos e deixe ferver cerca de 30 minutos. Vá acrescentando água quando necessário para que fique com uma boa quantidade de molho.

Uma boa dica:

Se você esta em Sampa e quer comer um sarapatel legítimo vá ao Bar do Biu.

Local:
Bar do Biu Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 776 - Pinheiros - São Paulo - SP Telefone: (11) 3081-6739. Horário: seg. a seg. das 8h às 22h
Bom apetite!!