26 de out de 2009

Bolo de Rolo - Fase III - A culpa é do Papa


Prezadíssimos e Diletos leitores, seguidores e demais apóstolos da cozinha,

Diante de tamanhas acusações e por vivermos numa cozinha de direito, quer dizer, num estado de direito, posto aqui a minha defesa assegurada por lei, desde quando o Papa Celestino era noviço.

. o sol do Brooklin é de origem holandesa, conhecido há séculos como Breuckelen Sun. Ele possui raios especiais que produzem alterações genéticas nas massas. Vide por exemplo, um jogo naútico. A massa é fina! Já um jogo do falecido Santa Cruz a massa é grossa e misturada. Um horror! Portanto, sua manteiga é do Santa Cruz!
.A farinha de trigo lá de casa é a legítima farinha! Ela que não suportou se misturar a sua manteiga e queria cair fora! Nem você mesmo conseguiu comer sua massa!

.Quanto ao apoio recebido na cozinha, o qual você me acusa de explorar trabalho infantil, eu nego!! Você que importou a mão de obra americana! Eu terminei minhas atividades com distinção e louvor! Ainda deixei a cozinha limpinha! E pra lhe matar de inveja, a peixada e o escondidinho fizeram sucesso!

Mas pra amenizar seu insucesso, irei abrir as portas da minha casa e da minha cozinha para uma nova tentativa em 2010. E dessa vez vou servir cachaça, invés de cerveja. O problema, no fundo, foi que tu tava sóbrio!

Então, queridos companheiros, rezem para o nosso amigo Lula vir cheio da coragem! E se prestar atenção no sol do Brooklin! Aqui né Recife não.

E como diria o Papa Celestino: amém!

by Adauto Galego Celestino III

24 de out de 2009

Bolo de Rolo Fase III, a revanche (A culpa foi do Galego!!!!!)

Bem, é com imensa dor que vos informo que com o placar de 2 x 1 me despeço este ano das tentativas de chegar à perfeição na elaboração do verdadeiro Bolo de Rolo Pernambucano. A luta foi árdua e mesmo lutando contra o fornecedor da assadeira de 0,5 cm de profundidade, o açúcar refinado e o Galego (conto mas adiante a sua participação nesta derrota) não consegui chegar aos finalmente e me dou o título de melhor fazedor de rocambole com sabor de Bolo de Rolo.


Hoje, dia 24 de outubro de 2009, data escolhida a dedo em comemoração aos 768 anos da eleição do Papa Celestino IV, que faleceu 17 dias depois de sua posse, informo humildemente que não consegui vencer o olho gordo e a inveja de poucos pelo quase sucesso da primeira tentativa da elaboração do Bolo de Rolo Pernambucano.


O Galego que aqui irá postar suas próximas receitas teve uma parcela considerável na desgraça do momento em questão:


1. Não me informou que o sol do Brooklin (bairro onde reside) para amolecimento da manteiga congelada não era propício;


2. Não soube dizer se a sua farinha de trigo que tinha em sua residencia  tinha fermento ou não (acredito que ele sabia pois a massa parecia que estava viva e a todo o momento queria sair da assadeira);


3. Depois de finalizar seus pratos (a peixada e os escondidinho de charque), não deu o suporte necessário para a elaboração do Bolo de Rolo, inclusive deixando que uma menor de 12 anos de idade trabalhasse em sua cozinha.


Bom, por estes motivos e por outros, me despeço este ano das tentativas de finalização desta arte.


Galego, seus dias estão contados e não espere comentários positivos referentes à peixada e ao escondidinho de charque pois apesar de estar muito bom eu sou uma pessoa vingativa e não tecerei comentários apropriados.


O Bolo de Rolo que me aguarde em 2010 pois eu to com raiiiiiiiiiva!!! E com raiva é bem melhor.


Inté!!

22 de out de 2009

A Feijoada do Lula




Receita de Feijoada para 6 pessoas.


• 200g costela de porco;
• 200g pé de porco salgado;
• 100g orelha de porco salgada ;
• 150g lombo de porco defumado ou salgado;
• 100g paio fatiado;
• 100g lingüiça portuguesa defumada fatiada;
• 50g bacon em cubos;
• 1 kg feijão preto;
• 2 cebolas picadinhas;
• 100g alho picado;
• 6 folhas louro.


A Peleja:

Limpe bem as carnes salgadas, tirando o excesso de gorduras e nervuras, limpando os pêlos e colocando-as de molho em água por 24 horas, trocando-se a água três a quatro vezes durante este período.



Ferva as carnes salgadas em peças inteiras, durante mais ou menos 20 minutos em fogo forte, e jogue a água fora, pois nela está todo o excesso de gordura. Coloque então as carnes para cozinhar de forma definitiva, já com o feijão, as folhas de louro, na seguinte ordem: carne seca, pé e orelha. Meia hora depois coloque, o rabo e a costela, e após meia hora, coloque o lombo, a lingüiça, o paio e o bacon, cuidando para tirar e jogar fora, durante todo o cozimento, a gordura que for subindo à superfície.



Em uma frigideira, doure bem a cebola e o alho em duas xícaras de óleo previamente aquecido, colocando na panela do cozimento, junto com as últimas carnes para cozinhar. Após duas horas comece a testar o grau de cozimento da carnes com o garfo, pois nem todas chegam ao grau de maciez ao mesmo tempo, retirando e reservando as que já estiverem no ponto.



Quando todas as carnes e o feijão estiverem no ponto, retire e corte as carnes em pedaços pequenos para servir, voltando para a panela com o feijão e cozinhando por mais 10 a 15 minutos em fogo brando.



Sirva com arroz branco e couve refogada no azeite e alho, e uma bela farofa de mandioca.

Dica:

Não sirva a bendita no mesmo dia, pois no caso da feijoada o futuro é mais interessante do que o presente. Reserve a bichinha pra servi-la no outro dia.

A panela de barro capixaba é a mais indicada para a peleja.

Inté!!!

19 de out de 2009

Maxixada ao Rubinho


To com uma vontade arretada de comer maxixada! Pense numa vontade de grávida! E aqui em são paulo é tão difícil achar maxixe quanto sangue de galinha pra fazer cabidela. Mas eu tive mais sorte que Lula. Achei num supermercado e resolvi preparar uma pra hoje. Já que não consegui ingresso pra Fórmula 1, vou comer minha maxixada e torcer pro Rubinho comer o Button de côco.

Reconhecimento dos ingredientes:
.Uns 400 gramas de maxixe
.Meio quilo de charque
.Uma cebola grande
.Um tomate grande
.Duzentos gramas de jerimum
.1/4 de um pimentão amarelo
.Coentro e cebolinha
.Um vidrinho de leite de coco

Alinhamento pro Grid:
Pegue a charque, trate, tire a gordura, peles e etc. Corte em pequenos pedaços e ponha na água quente para dessalgar. Vá trocando a água e provando a carne até perceber que está com pouco sal. Não se deixe enganar. Se tiver “salgadinha”, ainda fica mais um pouco. Lembre-se que você está provando um pedacinho. Imagine comer um prato!
Feito isso, deixe escorrendo numa peneira e bote numa panela (de preferência de alumínio) um pouco de cebola e um pouco de óleo. Deixe refogando. Quando a cebola estiver ficando clara, acrescente a charque. Vá mexendo até ela fritar. Terminado, reserve.
Pegue o maxixe, lave e se quiser, tire os “espinhos” que recobrem ele. Lave e corte em pedaços pequenos (em quatro partes). Pegue o pimentão e corte em tiras. Corte a cebola e o tomate em pequenos pedaços também. Corte o jerimum também em pequenos pedaços.

A corrida:
Se tiver uma panela de pedra, de barro ou similar, use. Vai dar um sabor especial. Pegue um pouco de azeite e refogue a cebola e o tomate. Quando estiverem “molinhos”, acrescente o pimentão e misture. Depois, acrescente o maxixe, misture e acrescente uns 200ml de água. Quando ferver, acrescente o jerimum e deixe tudo lá dentro. Cozinhando. Leva uns 20 minutos cozendo.
Ai, é hora do Pit stop. Abra a panela e acrescente a charque, que até então estava ali, quietinha. A minha eu cortei em pedacinhos pequenos. Volte a panela pro fogo e deixe mais um pouco. Acrescente a cebolinha e coentro ao seu gosto. Deixe cozer mais um pouco. Quando achar que está bom (você vai saber pela cara da comida), acrescente o leite de coco. Aguarde 3 minutos e bandeira quadriculada pra sua maxixada!

O Pódio:
Se tiver caldo, faça um pirãozinho. Sirva com arroz branco e uma pimenta legítima.
Pronto! Já fiz minha parte. Agora vou ali pra T.V. ver se o Rubinho faz parte dele! Vamo Rubinho! Pra cima dos caras!

update:
A quizila do rubinho abateu até a minha maxixa, rapaz! Opraí!! Apesar do rubinho ter perdido o campeonato, a minha maxixada teve salvação. O leite de coco nao era dos melhores, por isso o gosto nao ficou como eu queria. Mas, como nao sobrou nem a raspa do tacho, podem seguir a minha receita que o campeonato tá garantido. Até a próxima.

By Adautchello de Menezes

14 de out de 2009

Crumble


Galera, que tal “desfazermos” uma sobremesa de maçã maravilhosa? Ela é conhecida por Crumble, que inglês significa “desfazer”, “esmigalhar”. Como toda receita, eu sei que existem diversas maneiras de preparo. Esta porém é bastante simples e sem grandes protocolos.
Recentemente convidei uns amigos para um encontro em casa e o crumble fez sucesso. Apesar de ser uma receita inglesa, vou pedir licença para publicar neste canto nordestino. A minha estirpe nórdica permite. Vamos ao que interessa.

Ingredientes:
.5 ou 6 maçãs descascadas e sem caroço (pode ser com casca mesmo);
.3 xícaras de farinha de trigo;
.1 xícara de castanha picadinha em little pieces (triturada);
.2 xícaras de açúcar demerara (apesar do nome você acha fácil em qualquer supermercado. É um açúcar escuro, semelhante ao mascavo);
.Um tablete de 180 ou 200 gramas de manteiga, saído da geladeira. Né congelado não. .Apesar da receita inglesa, a manteiga é apenas fria;
.Canela em pó;
.Um pirex ou refratário fundo.

Agora vamos a “The Crumble’s battle” (em nordestinês é quase o mesmo que “A peleja do crumble”):

- Acenda o forno e deixo-o aquecendo em fogo baixo (180 graus).
- Pegue as maçãs, corte-as ao meio e retire as sementes e o talo. Caso queira, descasque-as. Mas não é assim crucial. Depois corte as metades em fatias finas e reserve.
- Misture inicialmente a canela ao açúcar. Eu adoro canela, então ponho uma boa quantidade. Depois pegue a farinha de trigo, a manteiga, a castanha e o açúcar com canela e misture tudo com as mãos. De maneira delicada, mas de forma que fiquem grudados e formem pequenas bolinhas, como uma farofa (daí o nome “crumble”).
Pegue um pouco de açúcar e espalhe no refratário. Disponha as fatias de maçã de maneira organizada e em seguida cubra todo o pirex com a mistura que você acabou de fazer. Ponha no forno por uns 30 ou 40 minutos ou até que a cobertura fique levemente dourada.

Pode servir quente. Seus convidados irão delirar. Se servir com uma bola de sorvete de creme, eles vão ter espasmos e crises histéricas. Se você servir com um sorvete de Leite da Parmalat eles vão gemer mais do que o Déda!
Em tempo: segundo minha mother, você pode substituir a maçã por outras frutas do seu gosto, como pêra ou abacaxi.
Espero que gostem. Como dizem os ingleses: Cheers!

By Di Menezes, com participação especial da sua "mainha".

O básico do Cuscuz


Depois do fiasco do Bolo de Rolo - Fase II, posto hoje uma receita que não tem como não dá certo. Assim, aos poucos vou me refazendo psicologicamente.

Segue uma receita básica de Cuscuz.


Ingredientes:

2 xícaras de chá de farinha de milho
1 pitada de Sal temperado
1 xícara de chá de água

Modo de preparo:

Misture a farinha o e sal, adicione a água até que a farinha fique úmida, reserve. Coloque a cuscuzeira para ferver com água até a marca. Adicione a massa com delicadeza sem apertar.Deixe cozinhar em fogo alto por 20 minutos. Espere 5 minutos. Sirva com manteiga ou margarina.

Inté!!! La luta continua!!!!

11 de out de 2009

Bolo de Rolo - Fase II (DESASTRE TOTAL)

Bem, é com profunda tristeza que informo que a peleja do Bolo de Rolo - Fase II, utilizando uma assadeira apropriada de 0,5 cm de profundidade foi  fiasco.

Não sei se foi a troca do açúcar de confeiteiro pelo açúcar refinado, mas algo realmente não deu certo. O máximo que consegui foi alguns tarecos (pra quem não conhece tareco é um biscoito feito praticamente da mesma massa).

O forno também não ajudou muito por ser pequeno e a assadeira ser grande demais, fazendo com que a parte mais de dentro da assadeira ficasse ao ponto rapidamente.

Enfim, nos do Nordestinos na Cozinha também erramos e honrosamente postamos nossos erros, porém a luta continua e não desisto tão fácil. Amanhã seguirei a primeira receita apenas com uma diferença, a assadeira.

Não postarei as fotos do resultado pois será muita humilhação e ainda não evolui tanto assim para aceita-la.

Inté!!

10 de out de 2009

AGULHAS-FRITAS



As agulhas (peixe teleósteo, sinentognato da família dos hemiranfídeos) fritas constituem um prato muito apreciado não somente nos bares da orla marítima, como também no cardápio das famílias do Nordeste.

As agulhas são preparadas da seguinte maneira:

A Peleja:

Tiram-se as escamas e, depois de tratadas e lavadas, são colocadas numa travessa com suco de limão e sal. Depois de uns trinta minutos, mais ou menos, são enxutas, mergulhadas em farinha de trigo e postas para fritar em uma frigideira com óleo bem quente.

Acompanhamento:

Uma cerva gelada!!!!

Dica:

Pra quem não gosta da tal da espinha de peixe, quanto mais frita melhor a agulha fica melhor.

P.S Só indo pra o Nordeste pelo menos uma vez no ano para postarmos uma receita dessas...kkkkkkkkkkk

Inté!!!

Lagostinha ( àgua e sal )



Se a lagostinha está viva, melhor: dobre a cauda sobre o corpo e prenda com um fio.
Qualquer que seja a maneira de preparar, sempre se deve cozinhar a lagostinha em água e sal, por ½ hora.


Temperos – nesta altura – só contribuem para tirar o gosto da lagosttinha.


Se a lagostinha está morta e congelada, espere descongelar. Se está morta e não congelada, pegue-a pela cauda e, se a lagosta não se contrair, desista dela, que não é fresca.


Uma vez cozida, sua couraça fica vermelha. Tire, então, a tripa, que fica no correr do lombo. (É só dar um golpe no sentido do comprimento e, a pequena profundidade, lá está ela, escura.)


Essa lagostinha acima veio da Barra de Santo Antonio - AL. Maravilhosa.

Inté!!!

9 de out de 2009

Apenas 0,5 cm de profundidade!!!



Nova aquisição!! Assadeira para Bolo de Rolo com profundidade de 0,5 cm. O Bolo de Rolo agora sai com a espessura máxima permitida pelo INMETRO.

Amanhã é o dia da peleja!!!

Inté!!!

8 de out de 2009

Bolo de Rolo - Fase II

Opa!!!!

Esse final de semana teremos novas postagens. Uma delas é a segunda receita de Bolo de Rolo. O objetivo é chegarmos a perfeição e para isto o caminho é árduo.Nesta nova receita mudam alguns ingredientes e a infra.

Aguardem.Pois feriadão em Sampa só dá nisso. Cozinhar!!!

Mais um pouco de história sobre o Bolo de Rolo Pernambucano:

Fonte: Veja São Paulo

O doce foi criado por uma família portuguesa que chegou à região para trabalhar com cana de açúcar. A fórmula permaneceu em segredo por muito tempo. Era a época dos grandes engenhos, da cultura de açúcar no Brasil…A senhora de engenho Rita de Cássia Souza Leão teria inventado a receita ao misturar ingredientes locais, como a mandioca e o leite de coco, ao jeito português de preparar sobremesas com ovos e muito açúcar. Hoje, existem diversas versões do bolo que foram sendo adaptadas a partir da original.

Em um de seus livros, o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre comenta que receitas como a do bolo-de-rolo e a do Souza Leão ficavam sempre escondidinhas atrás de uma cortina de ciúme das sinhás do engenho. O preparo era complexo e as sinhás consideravam as fórmulas tão valiosas quanto jóias de família. Foi aliás um livro de Gilberto Freyre, o clássico Açúcar – Uma Sociologia do Doce, que ajudou a popularizar o Souza Leão, com algumas receitas. A primeira edição da obra é de 1939.

Inté!!